Bravo!
Ontem.
Antes de sorrirem
Quando não esperavam
O sexto toque de dor
Ouvíam-se nervos estalando nas vozes
Orbitais de Nero...
Este sorria confuso
Sem saber onde ficar
"Dê-me a lâmpada e o sol"
Dizia fechando os olhos
Todos calados, mediam
A distância entre as luzes novas
Duvidavam do poder e até de Deus
Nero fumou seu dedo médio e
Saindo de rabo quis se explicar
"Lua nova saíra para namorar
Enquanto as luzes ficaram sem lar"
Nero sabia de toda a verdade
Mas não podia muito contar
E todos fitaram
Sem ter o que mentir
Ana Clarah levantara os ossos do sofá
Sentindo que a noite haveria de chegar
Mas Morte queria mais um pouco de Nero
Queria o esgotar
"O que vai pitar?"
Pergunta Sádica a Morte do sofá
"Estrelas de Júpter minha senhora."
Nero sabia o que estava a notar
Morte fixava seus lábios ao copo de cebo
Ilha já se levantava para voar
Mas Ódio a segurava pelas barbas
Vênus desmanchava-se nua ao teto-esquina
Enquanto Ana Clarah refletia sozinha...
Nero já não ouvia
Mas via o rubro manto de carne libertar-se
Em suma, vidro e o mosaico vermeho de dores aos pés da Morte
Suas vozes transpassavam por todo o cômodo suave de Deus
E então se vai para nunca mais voltar...
assis.thiago
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