Estranho...
Assim, parado
ouvindo lances de sono
pescava pescando...
Ascende um cigarro
fuma fumaça num sopro
amordaço...
Tem do peito uma vida breve
no dedo esquerdo preto e leve
cinzas...
Tua língua brilha frente ao luar
a linha puxa, fisga...
pesca pescando...
Um minuto...
Fita...
O vento penteando a sombra
abaixo daquilo que pensara pisar...
Assim, mortiço
pensando nisso, naquilo...
prestes a deixar...
e deixando vai-se embora sonhar...
O rio avante
molhando as folhas que caem
devagar... para...
Estranho...
paralisava tocando...
puxando... o que há?
Estranho e só...
Estranho...
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