quinta-feira, 27 de setembro de 2012

ESTRANHO

Estranho...
Assim, parado
ouvindo lances de sono
pescava pescando...

Ascende um cigarro
fuma fumaça num sopro
amordaço...

Tem do peito uma vida breve
no dedo esquerdo preto e leve
cinzas...

Tua língua brilha frente ao luar
a linha puxa, fisga...
pesca pescando...
Um minuto...

Fita...
O vento penteando a sombra
abaixo daquilo que pensara pisar...

Assim, mortiço
pensando nisso, naquilo...
prestes a deixar...
e deixando vai-se embora sonhar...

O rio avante
molhando as folhas que caem
devagar... para...

Estranho...
paralisava tocando...
puxando... o que há?
Estranho e só...

Estranho...


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