Fugindo para longe... indomável madrugada... tens o fim, a mim e a mais nada. Tens o som, o sol, a luz... Madrugada... passagem de ida, que nunca volta, andando esquecida, dura como uma rocha... E quando se lembra... Oh, dor perversa que me sonda! Lembrar é como deixar que uma corda me tire a essência... vamos até o fim? Estou caindo enquanto você fica aí... apontando. Aponte um lápis! Deixe o som te levar... para longe... indomável madrugada... tens nos dias uma menina de pele dourada e um cachorro de mandíbula pendurada. Vamos... para bem longe... para longe daqui.
Volte...
Volte...
Volte...
Estou tão no fim que, mal saberia escalar toda aquela parede de volta... a fossa... parece-me mais alta, infinita... Levantando-me a mão... mas não, não sei se vale a pena tentar... já vi demais, já ouvi demais para lembrar... Oh, dor perversa que me sonda! Lembrar é como deixar que uma onda me leve para o mar...
Olhos...
Olhos...
Olhos...
Foram seus olhos o motivo de estar... aqui, em terra firme...
assis.thiago
Nenhum comentário:
Postar um comentário