domingo, 23 de setembro de 2012

O RIO MARTINS

Frente ao rio Martins
Meninos e meninas despindo cores
deixavam a lua rosa de medo e volúpia
Deus, não nos castigue...

Porque a noite está tão fria
mas os dedos acusam orgia
Olhando estrelas sobre a grama negra da margem
Está borrando a maquiagem...

Naqueles olhos em bordado roxo
misturam-se a um rosto, o corpo
uma pintura viva como a morte, sinta...
Estamos no centro das coisas...

Giramos ao redor das novidades
Mergulhando fundo ao rio de vaidades
Martins... engolindo um por um - drogas...
Sob o efeito cinza do tempo...

Porque, hoje, a noite está aberta
vibra-se com o vento forte
Que frio... este frio é morte
Passando entre nós... arrepio ou sorte?

Naquela margem tomada por vaga-lumes
estrelas pareciam tocá-la
Animais em uivos vibrantes cercavam a casca...
Lobos?

Saíram correndo aos montes
Agora mulheres e homens
vestindo rumores sob a lua rosa...
Rosa?

As cores caíam
até desaparecer junto ao rio
Martins... engolindo par em par - drogas
Sob o efeito cinza do tempo...

Agora...
Cheio com o jantar
desvairava-se em meio a mata
procurando um novo lar, uma nova casca...


assis.thiago

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