Meninos e meninas despindo cores
deixavam a lua rosa de medo e volúpia
Deus, não nos castigue...
Porque a noite está tão fria
mas os dedos acusam orgia
Olhando estrelas sobre a grama negra da margem
Está borrando a maquiagem...
Naqueles olhos em bordado roxo
misturam-se a um rosto, o corpo
uma pintura viva como a morte, sinta...
Estamos no centro das coisas...
Giramos ao redor das novidades
Mergulhando fundo ao rio de vaidades
Martins... engolindo um por um - drogas...
Sob o efeito cinza do tempo...
Porque, hoje, a noite está aberta
vibra-se com o vento forte
Que frio... este frio é morte
Passando entre nós... arrepio ou sorte?
Naquela margem tomada por vaga-lumes
estrelas pareciam tocá-la
Animais em uivos vibrantes cercavam a casca...
Lobos?
Saíram correndo aos montes
Agora mulheres e homens
vestindo rumores sob a lua rosa...
Rosa?
As cores caíam
até desaparecer junto ao rio
Martins... engolindo par em par - drogas
Sob o efeito cinza do tempo...
Agora...
Cheio com o jantar
desvairava-se em meio a mata

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