A maçã em teu rosto
solto, um moço pede
apenas um pedaço
Minha onda de desejos insanos...
desvairando... desvairando...
Corujas gritam calmas junto à noite
O vento lança a porta e depois descem...
Duas horas...
O tempo da morte
O dia que nunca termina...
se tenho sorte não sei, mas defina!
Uma parte daquela maçã...
Estava podre
seu gosto era de triste, de ontem...
seu gosto era fúnebre...
Estava morta!
Sim, eu via as veias e também as artérias
que se mostravam sobre a nevasca em pele...
Minha maçã estava morta...
Corujas cantam calmas junto à noite
"Fechem esse bico" eu pensando
mas, de certo modo, eu é que estava me fechando...
Fechei-me... para não se abrir mais...
Uma caixa metálica, um cofre enterrado ao fundo do mar...
Minha maçã...
Minha maçã de rosto...
Eternizamos aquilo em um tiro
que atravessou nossos corações
uma bala, meia pólvora, uma vida e duas almas
perdidas...
Onde o amor vivia, não vive mais?
Não, porque onde estamos agora que é vida
Hoje estamos em paz...
assis.thiago
Nenhum comentário:
Postar um comentário