Na verdade, as coisas ficaram mais mortas... era como se o frio não fizesse mais parte daquela estação. Seria apenas um dia e mais nada, mas o tempo prolongou tudo, e todos se tocaram até ouvir o som da caixa preta tocando o mar... Acordamos no dia seguinte, envoltos por capa e uma chuva gelada que cobria toda a montanha... as ondas se formavam lentas, de longe se ouvia o som delas, vindo... vindo...vindo... até tocar os nossos pés. Eu me levantava e tentava entender o motivo, a causa da queda, o início de tudo aquilo, mas a resposta era o silêncio daquela manhã... o silêncio... e como era insuportável o silêncio... Ele me dizia baixo: você não vai aguentar... e outras milhares de coisas que eu não conseguia diferenciar.
Sentamo-nos à beira, com o fogo aceso. A noite chegara em menos de duas horas. E então percebemos que a manhã, na verdade, era tarde, e que o sol a noite não se escondia, ele se mantinha alí, parado, junto à palmeira lilás... ele estava bem alí... até ser dia outra vez...
assis.thiago
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