A vista inclina quando deitados ao chão
Galhos, grama, lábios
Encontramo-nos na próxima estação...
O trem resga o ar
O ar ganha espaço entre nós
Indique com o dedo, meu amor
No peito, crescendo como relva
Rasteira, esperando, precipitação...
E ela chega
Confortando-me...
Escorremos ao chão
Descendo pelos rios até ser mar
Salgado, seus lábios, seu beijo, sua pele...
Embarcação, indique com o dedo amor
No olho de um furação, crescendo
Ligeiro, flutuando, sonhando, delirando paixão
Agora, junto à lareira
o fogo a afasta das frestas - evapora
Você desapareceu em um instante
em um instante... queimando até ganhar um novo espaço
entre gramas e galhos
Mas, agora, sem os lábios...
assis.thiago