sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
NOSTALGIA
Quando eu
olhando para trás
fingindo ter uma calda de remorsos
O sentimento para
como se não ousasse bater
Ele para
e desata o nó da boca...
Você pode me dizer o porquê
mas prefere se esconder do sol
sua língua fere mais que o som
fere mais que o som
Você quer se livrar de mim
mas entenda, não é assim
não é assim...
Eu formulo os planos
movendo os planos
para debaixo da luz da sala
O sentimento para
como se não ousasse bater
Ele para
e desata o nó da boca...
Você descobre que pode me deter
e se gaba por amar você
sua astúcia é de uma política suja
ditando luxúrias junto ao som
Você desaba em sangue
mas entenda que
estamos livres...
livres...
Agora...
deixe-me sentir a nostalgia
batendo no piso do carro
os vidros se encolhem para ver o sol
Deixe-me sentir o som metálico
das ferragens que se dobram para ver o sol
Deixe-me descer no posto
e ver teu rosto
pela última vez
assis.thiago
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