INTRODUÇÃO
A porta é de cor clara, como os efeitos solares que cegam os olhos
Mas os olhos resistem, resistem pela curiosidade, pela vontade de conhecer.
Ele se aproxima, ainda com um pouco de medo agarra a maçaneta e gira...
DESENVOLVIMENTO
Eis que surge um túnel embebido pela escuridão.
Havia medo, mas agora já sabia seu nome
E, por mais inseguro que fosse, teria que continuar...
Desenhando as mãos, a parede o guia até o próximo passo
e assim se vai...
A princípio se olhava para traz
para se ver a fresta de luz que vinha da porta
(como uma criança com medo do escuro...)
Mas depois, com o avançar dos passos, o hábito do retrovisor se desfalece...
O caminho é lindo: fotos, imagens, lembranças...
E lá se vai o corpo, caindo... mais e mais...
CONCLUSÃO
Um estalo denuncia a morte de tudo
Sua cabeça bateu com tanta força que se abriu
Um coágulo irreversível...
Foi quando olhou para traz e sorriu
Ele viu que havia arriscado, que havia conquistado
que havia perdido, mas que havia ganhado uma outra chance...
Ele viu que uma linda porta pode abrigar uma armadilha visceral
e com isso ele aprendeu o que é beleza.
Ele viu que o conhecimento se dá com a experiência
e com isso ele aprendeu o que é maturidade.
Naquela noite ele sorriu, sorriu porque viu que estava bem
Ele sorriu ao agradecer por não ser uma porta.
assis.thiago
Nenhum comentário:
Postar um comentário