quarta-feira, 3 de outubro de 2012

DESCENDO

Conturbado... tua boca soa um tipo de vocábulo que não me sai, não me desce, não mais... é estranho ouvir do agora um fim, quando na verdade se sabe para onde se vai... Não bebemos o bastante meu bem. Estávamos sóbrios demais para mergulhar... nessa constante volta meu bem... E quando vai parar? Quando a graça se esgotar... Quando eu disser que tenho que parar. Eu digo: Calma, você não tem com que se preocupar... é só beber um pouco de... deixa para lá. Eu vejo o tempo passando como um trator... nessa época triste eleitoral. Eu a vejo como um anjo feito em sol, mas não me desce... não mais... é estranho cair quando se tem apoio... mas é porque não bebemos o bastante meu amor... estávamos tão perdidos em falsos vocábulos... mas eu não, nunca estive tão calmo... hum... hum... hum... hum... foi o tempo que fiquei assim. Foi o tempo em que fiquei assim... perdido... hum... hum... hum... perdendo... hum... perdendo? Ou não? Estive pendurado junto ao sonho... estive cansado de te acordar... toda a noite... beije-me... vazio... estive longe do sentimento não foi... estive perdendo meu tempo não foi... estive sonhando... coisas ruins... um olho vermelho e um lobo branco perdido na noite... rondando minha casa... olhando-me, olhando-me... Conturbado... tua boca soa um tipo de ideia que não me entra, não me desce, não mais... E o coração batia, batia forte... mas... tente dormir agora.


assis.thiago

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